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© Luisa Dorr

EU
Eu sou a que no mundo anda perdida,
eu sou a que na vida não tem norte,
sou a irmã so Sonho, e desta sorte
sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
e que o destino amargo, triste e forte,
impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida…!

Sou aquela que pasa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê.

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
alguém que veio ao mundo pr’a me ver
e que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca, Livro de mágoas (1919).

Un pensamiento en “Alma de luto sempre incompreendida

  1. Pingback: Alma de luto sempre incompreendida — Duarte Manzalvos – Anattā

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