Alma de luto sempre incompreendida

© Luisa Dorr

EU
Eu sou a que no mundo anda perdida,
eu sou a que na vida não tem norte,
sou a irmã so Sonho, e desta sorte
sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
e que o destino amargo, triste e forte,
impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida…!

Sou aquela que pasa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê.

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
alguém que veio ao mundo pr’a me ver
e que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca, Livro de mágoas (1919).

Florbela Espanca

 

 

 

 

Me pongo a estudiar y me enredo. Tomo los apuntes (horribles, deleznables; los opositores a Secundaria me comprenderán) y me entra el sueño. Estaba con la Generación del 27 y, harto de esos apuntes aburridos y sin sentido alguno, llegué al número 4 de la revista La Gaceta Literaria (fundada por Giménez Caballero y difusora de las vanguardias literarias españolas y de la Generación del 27). Allí se encontraba un artículo firmado por Augusto d’Esaguy titulado «Poetisas portuguesas». Entonces descubrí a algunas autoras. Entre ellas, a Florbela Espanca (1894-1930).